Leu histórias já contadas pelas linhas de seu rosto.
Reafirmou-as. Uma vida, nua, numa pele.
Desejou retocar alegrias tatuadas.
Borrou, tentando apagar, a lembrança fantasiada
por base craquelada.
Tom de pele; Cor de verdade.
Escura; Cor de rua.
Os dentes?
Já não pareciam tão firmes quanto a fome dos caninos.
O vermelho?
Decretava peito na carne árida dos lábios.
Conta histórias, cantando poesia.
Descasca versos, apontando:
nulas verdades,
vívidas mentiras.
Tão cega,
apenas enxerga o que sentir
(teme ter medo de viver)
treme
ao se ver
ao se ter,
treme.

L.L.

 

Foto: autor desconhecido

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