(dobra-me a alma)

Sentei e tentei
sentir
Queria mesmo ir
mas só podia vir
e tinha que rir

Tentei

Orei
Por uma alma cheia de vazio
Espaço novo para ser re-preenchida
Chão encerado por peito encerrado
Para coração que não quer ser lapidado.

Me enfeita!
Me enfeita por teu sorriso após um banho com teu suor.
Cansei de banhos longos por essas lágrimas,
nada limpam,
ruminantes,
vastas de nata de nada.

Queria ser o infinito do teu ser
Queria que sentastes aqui.

Rogo que tua justiça tenha como decreto:
ser injusta com minha rasa justiça.

A verdade mesmo?
Estou fingindo esvaziar-me neste surto matinal para tentar me preencher de algum bem.

Ofício.
(dobra-me a alma)

Ando velando em cenário de carnaval. Subo e desço ladeiras carregando o luto como estandarte de nada, ou tudo.
Não há banda. Há cor.

Ouço o coro do meu peito:
tic tac – tic tac – tic … ataque.
tum tum – tum tum???

Que besta!
Vasta de nada.

nos gasto tentando ser
não sendo
Era.

L.L.

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