minha alma; minha lama

Enquanto ela girava pelos endereços 
Como de sala para sala
Eu girava como de quarto para quarto
Como de país para outro país
Ou será, gaveta para gaveta?
Privada? "veada"

Enquanto ela ria com aquela andança
Eu fincava, quase que afundava com aquela mudança

Enquanto ela girava sua voz de cigana
Me embalava para mais uma dança

Nos distanciávamos com a raiva do silêncio, a preguiça do desencontro, 
o desespero da imaturidade cansada
Mas o amor sempre voltara como festa de gratidão,
ano novo

a maturidade 
nos acalmava enquanto mostrava que estávamos ali....
bem ali
devido a ela
devido a elo

Mudar doía para mim como ficar
como fincar uma dor que não nascera comigo,
que me fizera afogar um olho só ...
Jesus!

O desespero do silêncio de uma lágrima que se perdera nas planícies da pele, 
que a habitara, mas
já não a reconhecera
Salgada
Alaga

Me larga
Ou alarga

Roda, roda, roda menina desapegada
Eu não ligo
Te sigo
Teu apego é tão meu
Que sou eu o teu meu

Louca, louca,
Devaneio por tu, cigana
Enganas eu a mim mesma de mim
De sins
Sem fins
Afins
A ti
Até
Tear
Ter ar
Meu ar

ciGana.... me enganas
Nos enganas
Com tuas mangas
Mangas como amas
ou só quando amas
Só amas.
Só, amas

A ti, 
minha ama
Não;
minha alma
minha lama


L.L.
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